De dia as gatas correm como comboios suburbanos, são metálicas e resplandecentes. Quando a luz do sol se deita fogem para os terminais e perguntam-se se alguém ficou feliz de as ver. De dia e de noite todas as gatas são parvas.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
III microconto
Nos bares onde deixou a sobriedade permanecem as sombras parcimoniosas da mulher pequena que apenas queria esquecer a sua dimensão.
engraçado, para quem tenta esquecer é todo o universo que se enche de sombras.
ResponderEliminarvia, concordo, o esquecimento forçado é uma espécie de névoa com sombras e reminiscências por todo o lado
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