É pá, quinta-feira à noite pareceu-me uma ideia fantástica levar-me ao teatro para ver uma peça da qual não sabia absolutamente nada e sem jantar. Bem, o início foi surreal, parados à porta do teatro surge uma voz e minutos depois um travesti que anuncia que a visita ao museu levaria uma hora e cinquenta. O meu estômago resmungou um pouco mas reconfortei-o com a expectativa de uma alimentação platónica. No entanto, o cenário foi um pouco diferente. Adorei o actor, Júlio Cardoso, que não conhecia (por ser extremamente ignorante), mas a encenação, bem a encenação derrubou todas as tentativas que fiz para evitar que os meus nervos se fizessem de convidados. Foi uma seca, diria mais, uma maçada interminável. Senti-me tentada a sair da sala várias vezes, mas o pudor e o respeito pelo trabalho do actor acabou por falar mais alto.
Pronto, eis a sinopse : “ I AM MY OWN WIFE conta-nos a história apaixonante do travesti alemão Lothar Berfel que sobreviveu aos vários regimes da Alemanha, sem nunca esconder a sua identidade sexual. A verdadeira história de Charlotte Mahlsdorf que ousou montar e preservar um fantástico museu de antiguidades e um cabaret clandestino na cave do museu, por onde circulavam nomes famosos das artes e das letras como Bertolt Brecht e Marlene Dietrich.” In http://iporto.amp.pt/eventos/eu-sou-a-minha-propria-mulher-de-doug-wright?theme=/tematicas/teatro
A história é bastante interessante, encontrei o site do museu, que ainda existe, é pena o site estar em alemão: http://www.gruenderzeitmuseum.de/. Tenho que admitir, que apesar de tudo fiquei curiosa e muito, muito triste com a minha falta de conhecimentos históricos.
Na realidade, é muito difícil perceber porque é que certas coisas falham redondamente, na minha opinião tínhamos uma boa história, um cenário razoável, um bom figurino, um actor fantástico e uma grande Zzzzzzzzzzzzzzzzzzz.
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