De dia as gatas correm como comboios suburbanos, são metálicas e resplandecentes. Quando a luz do sol se deita fogem para os terminais e perguntam-se se alguém ficou feliz de as ver. De dia e de noite todas as gatas são parvas.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Um espaço do silêncio
O pensamento na ponta dos dedos, afastando-se, regressando, a certeza de que, no papel encontra a cela perfeita
O aliado para o que precisa de se escapar
da masmorra dos sentimentos inconfessáveis
para uma outra prisão
Imagino isto:
a inquietação na zanga do costume
uma mulher que decide pelo conflito
e a batalha surda apertada no peito
qualquer coisa de libertação
definitivamente
qualquer coisa de libertação
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