terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Chegou esta mensagem ao meu correio electrónico:


“Cara gata parva,
Quero antes de mais dizer, que anseio pelos seus post’s, tanto como anseio uma erecção matinal. Assim que acordo, corro desenfreado para o botão que tem uma circunferência e um pauzinho no meio, como se não houvesse amanhã. Espero pelo tu, mum, nu, num e aguardo impacientemente que todos os sistemas estejam on fire para clicar no ícone do Mozilla Firefox e ir ao seu blog. Nos dias em que não escreve nada, sinto uma tristeza profunda, porque adoro saber que peças vê, que erros ortográficos irá dar, qual a sua opinião sobre os livros que lê, qual a sua música do dia e depois, pronto, tenho que admitir, ponho-as no repeat vezes e vezes sem fim, até decorar a letras, mesmo as estrangeiras.
Cara gata, se é que lhe posso chamar isso, não quero ser indelicado, mas estar a chamar parva a uma pessoa que nem sequer conheço pessoalmente, admito, não me parece de bom-tom, por isso, cara gata, enquanto via o documentário sobre o José e a Pilar, lembrei-me que a menina , não era careca e isso, sossegou-me (espero mesmo que não seja um senhor de idade).
Sabe como é este meio, nunca ninguém diz verdadeiramente quem é. Eu próprio já contribuí para a má fama que as questões da verdadeira identidade na internet têm, eu próprio, num chat, auto-entitulei-me de pila grande, quando na verdade, bem na verdade, tenho uma pila perfeitamente mediana.
Mas no fundo, cara gata, o que este fã, lhe quer dizer, ou seja, o que eu lhe quero dizer, é que continue a ser como é, igual a si própria que é o que eu acho que tem feito. Que isso de uma pessoa ser igual a si própria é obra! Por isso, muitos parabéns e espero um dia vir a conhece-la pessoalmente. No entretanto, vou-me limitando a estar próximo de si como leitor e ouvinte das coisas que tira do Youtube.
Eternamente,
Seu."

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